Lá em Barretos nossa vidinha era bem simples. Minha mãe trabalhava numa pequena escola como professora e diretora, e meu pai como colportor (vendedor de livros) e estava sempre viajando e eu ficava em casa com a babá.
Todos sabem que vida de professor não é fácil, ganha-se muito pouco. Não tinha-mos nem televisão, por dois motivos: por não ter condições de comprar e por que meus pais decidiram me criar sem a influência da tv.
Então minha distração era: um rádio AM, um gravador e uma vitrolinha com a coleção “Disquinho” que minha mãe usava na escola.
Sempre que podia a babá me levava na casa de sua tia e me colocava bem em frente a tv. Quando eles viram, o estrago já havia sido feito!
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Alguns dias depois fui apresentada na igreja. Pra quem não sabe sou de família adventista. Nós adventistas do sétimo dia não temos o costume de batizar os bebês, por que de acordo com a bíblia o batismo é realizado quando a pessoa tem entendimento sobre o significado do batismo.
assim sendo as crianças são apresentadas na igreja da segunda forma: o pastor chama a frente os pais do bebê e apresenta a igreja. ele diz algumas palavras sobre educação e como educar o bebê nos caminhos do Senhor, em seguida ele pega o bebê no colo e ora pedindo as bençãos de Deus sobre o bebê. Depois ele cumprimenta a família e um parente ou amigo da família canta um hino em homenagem ao bebê. É muit
o lindo!
E comigo não foi diferente, fui apresentada na igreja de Barretos no dia 24 de Fevereiro pelo pastor Wilson Trigo.
E como todo bebê fui paparicada e mimada por todos; tanto de parentes e amigos que nos visitavam em casa como na igreja pela mocidade.
Onde tinha uma roda de jovens, lá estava eu passando de colo em colo ( até os moços entravam na fila)!